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Ataque a g5



Acredito, pela experiência - que pode estar errada -, que esta abertura se origina do fato de as vermelhas não aceitarem a liberdade de escolha que as azuis lhe oferecem e fogem para uma abertura que elas julgam irregular, mas que na verdade, de tanto ser jogada, mereceu estudos por parte dos mestres, e recebeu o nome que tem, com os planos que surgiram em conseqüência desses estudos.

Porque, vê bem, as vermelhas jogaram 1. c3-d4 e as azuis responderam com o lance mais agressivo que existe que é 1. ... f6-g5.

É o mais agressivo porque demonstra a auto confiança que as azuis têm em si (lógico que falo de jogador de damas e não daquele que empurra pedra pra ver o que é que dá), pois oferecem às vermelhas a escolha de várias aberturas como por exemplo a Defesa Leningrado, a Defesa de Kiev, a Defesa Kogan, a Defesa Nova Leningrado, o Pioneiro Branco, o Gambito Kukuiev, a Defesa Sokov, a Defesa Belga; e até mesmo, a Defesa Russa, Abertura Americana, Defesa Diatchkov, Abertura Alma, e outras !!




1.c3-d4 f6-g5

As vermelhas, não escolhendo nenhuma dessas aberturas, ¨fogem¨ da briga.

Então, vamos para o que é proposto.

2.g3-h4

Nesta posição, existem algumas respostas interessantes para as azuis, à exceção de g5-f4 que levaria a uma posição inferior para elas, mas estas outras respostas seriam tema para outra discussão, já que o estudo é o ataque a g5.


 

Após 2. g3-h4



2. .. b6-a5

3.h4xf6 g7xc3



Agora, um impasse. Toma-se b2xd4 ou d2xb4 ?

Sinceramente, é uma situação de difícil conclusão.

Como isto aqui é um estudo, sugiro que sejam apresentados argumentos fortes para a decisão b2xd4 ou d2xb4.

A minha opinião, em princípio, sem uma análise mais detalhada: se eu estiver de azuis, prefiro que as vermelhas tomem b2xd4. Por que? Porque, se as vermelhas não tirarem a pedra de a5, ficará muito bom para eu organizar uma coligação de bloqueio ao centro, com pedra em a3 (proveniente da troca a5-b4) e h4 (proveniente de h6-g5 seguido de g5-h4).

Mas isto é uma opinião inicial, que pode ser destruída com o Tundra ou o Aurora. E este é o nosso enfoque no momento.

A partir daí, continuaremos.Analisei todas as partidas do Aurora sobre este  ATAQUE A G5.A conclusão que chego é que os damistas se dividem em tomada simples ou dupla tomada.

Uns preferem 4. b2xd4, outros, 4. d2xb4.  Surpreende-me por não haver uma definição de preferência, o que significa uma coisa interessante: para eles tanto faz o a5 estar ali ou não, o que tecnicamente é um erro.

E o que significa mais? Que a grande maioria dos damistas não sabe o que está fazendo !

Minha conclusão: se eu tiver de vermelhas, faço a dupla tomada. Se de azuis, prefiro que as vermelhas tomem uma vez só.

Agora é que vem o mais importante. Não está aí o grande problema (ou o grande segredo inicial) desta abertura.

De analisar exaustivamente as partidas encontrei um pequeno detalhe que foge ao olho nu.

E aí está mais um encanto do Jogo de Damas. Não são sempre as grandes manobras, a espetacular combinação ou o plano bem sucedido que fazem este esporte ser o que é. Mas também o sutil olhar para o momento em que o Jogo de Damas se torna invisível !!

Vamos supor que a tomada das vermelhas seja 4. b2xd4, porque os damistas em geral priorizam a ocupação imediata do centro como melhor do que a eliminação da peça a5 que tanto ajuda quando o tema é o bloqueio.

A posição ficaria assim.







 



Após 4. b2xd4


E agora o detalhe.

Como as vermelhas ocupam o centro, as azuis precisam se colocar em posição de bloqueio. Como regra principal elas devem ocupar h4 e a3, numa coligação que emperra o desenvolvimento de h2 e a1.

Olhando a posição, pensa-se: qualquer lance serve. Posso trocar a5-b4 e ocupar a3. Posso desenvolver h8. Posso jogar c7-b6 e tentar bloquear o lado esquerdo das vermelhas e posso jogar h6-g5 e ocupar h4. Posso fazer tudo isto, a ordem não importa.

Tudo é bom, MAS A ORDEM IMPORTA. 

E aí está o invisível. Como as vermelhas no segundo lance jogaram o fugidio g3-h4, elas enfraqueceram seu lado direito, então é por ali que será o ataque, e a ocupação imediata do h4 é necessária e depois, sim, o a3. Com isto h2 vai ficar uma pedra capenga. Quando ela chegar em f4, será uma pedra sem função que vai tender a correr para o h6, isolada.

Então sabemos o plano. Como executá-lo, depende do nosso talento. Na prática todos priorizam trocar a5 para ocupar de imediato a3, tão fácil de fazer. Para a próxima vez a minha tarefa é encontrar a melhor forma de explorar esta debilidade propiciada pelo 2. g3-h4. Conto com o Tundra e o Aurora para me ajudar.




4.b2xd4  h6-g5



As vermelhas têm duas respostas possíveis ( h2-g3 ou a1-b2), cuja ordem de desenvolvimento não é importante para as azuis que jogarão g5-h4.




5.h2-g3 g5-h4




E a  posição é a que temos ao lado:

Analisemos a posição com o tabuleiro virado para as vermelhas. Algumas observações. A pedra h4 incomoda porque mostra a debilidade que está o flanco direito das vermelhas, pois qualquer pressão que houver em f4 (quando g3 andar) obrigará g1-h2 de defesa, abrindo-se, então, um corredor de passagem. E se as vermelhas não quiserem sofrer esta pressão terão que levar a pedra de f4 para h6 o que lhe trará  problemas:

1º)  h6 não será pedra de bloqueio porque não há pedra vermelha em a5 para a coligação.

2º) Não há sentido em se falar em bloqueio com h6 porque são as vermelhas quem dominam o centro.

3º) h6 será isolada, o que tecnicamente não é bom no Jogo de Damas.

Agora, vejamos o lado direito das vermelhas.

Não podem colocar o pedrão (c5) porque são 3 ataques contra 2 defesas.

Então: 6. a1-b2 ou g3-f4, para as azuis é indiferente a seqüência.

Suponhamos





 


Após 5. ..  g5-h4




6.g3-f4

                (poderia ser a1-b2, tanto faz).



Na prática, a situação das azuis é muito boa. Vejamos alguns exemplos que, depois de bem observados, nos dão condições de facilmente encontrar os melhores planos de posicionamento superior ou de vitória para elas.Mesmo para o lance 6. a1-b2,  a resposta das azuis seria 



6. .. h8-g7

7.a1-b2 g7-h6

8.b2-c3



 

Após 8. b2-c3







E aqui começa o suplício das vermelhas.

Agora, 8. c7-b6 ou a7-b6 ?

Um lance difícil de se decidir por ele,

porque  o intuitivo 8. ... c7-b6 parece ser muito mais seguro.

Mas não é o melhor.




8. .. a7-b6!



Por que?

Porque a7-b6 vai começar a trancar o flanco esquerdo das vermelhas (facilmente visível).

Mas c7-b6 não faria a mesma função ?

Faria. O problema é que as azuis precisam do c7 para uma outra função (dificilmente visível) e que futuramente ficará clara.

Belezas sutis do Jogo de Damas !!

Neste momento, em uma rápida análise, um damista menos experiente julgaria que as vermelhas estão mais agressivas.

Grande engano!

Aqui, quem está atacando são as azuis !

E a pedra que mais vai exercer pressão neste domínio será a que está humildemente parada em c7, escondida ali, sem fazer nada.

Esta pedra entrará com importância nos planos do jogo, conforme veremos.

O invisível, de novo, fazendo a beleza do complexo Jogo de Damas.

Esquisito é que neste momento não dá para ver nada disto.

Águas paradas !

A partir deste momento, as vermelhas têm as seguintes continuações:



Continuação I:        9. d4-e5

Continuação II:        9. g1-h2

Continuação III:        9. c1-b2

Continuação IV:        9. f2-g3  h4:f2   10. e1:g3


Continuação I: 

9.d4-e5


Esta continuação deixa as vermelhas muito inferiores por

9...d6-c5

E agora para:

10.c1-b2

[ 10.c3-d4 perde de imediato devido a  e7-d6 e as vermelhas não podem jogar c1-b2, d2-c3, f2-g3 e g1-h2 devido a h6-g5. E se  11.e5-f6 seguirá  d6-e5 12.f4xb4 a5xg7 ]

10... f8-g7

11.c3-d4

[ 11.g1-h2 e7-f6 e as vermelhas  só podem h2-g3 ou c3-d4, após o que as azuis, fazendo a dama, devem ganhar. ]

11...h6-g5

12.f4xb4 a5xa1 faz a dama e as vermelhas terão grandes dificuldades para empatar.


Continuação II:

9.g1-h2 d6-c5

10.c1-b2


Vejamos outras continuações:


A -

10.d4-e5 e7-d6 11.c3-b4

( Para  11.c1-b2 d8-e7 ganha.

Se 11.c3-d4 perde pela dama com  h6-g5 12.f4xh6 d6xf4 13.e3xg5 c5xg1.

Se 11.e5-f6 perde a pedra por  f8-e7).

11...a5xc3 12.d2xb4 b6-a5 13.c1-d2 a5xc3 14.d2xb4 f8-g7! 

e a ameaça das pretas, agora, seria 15. ... d8-e7, tomando a pedra em e5 e a defesa das brancas têm que ser o obrigatório de  imediato

15.e1-d2

para tentar impedir isto. E, aí, pela segunda vez aparece a importante pedra c7:

15. .. c7-b6!! 16.e5xa5 d8-c7 17.b4xd6 c7xc3  com ganho.


B -

10.f4-e5 e7-d6 11.f2-g3

( Para  11.e5-f6 d6-e5 ganha, pois  12.f6-g7 e5-f4 13.e3xg5 h4xh8.

E se  11.c3-b4 d6xf4 e as brancas estão perdidas. )

11...h4xf2 12.e3xg1

B1 -

12.e1xg3 d6xf4 13.g3xe5

Pela terceira  vez aparece a pedra c7, definindo, agora de maneira espetacular. 

13...c7-d6 14.e5xc7 b8xd6 15.h2-g3 d8-e7 16.g3-f4 h6-g5! 17.f4xh6 e7-f6 com ganho.

B2 -

Se 12.e1xg3 d6xf4  13.e3xg5 c5xe3 14.d2xf4 f8-e7 15.c3-d4 b6-c5 16.d4xb6 b8-a7  com ganho.  

12...d6xf4 13.e1-f2 c5xe3 14.f2xd4 b6-c5

15.d4xb6 b8-a7 16.g1-f2 a7xc5 17.f2-g3 f8-e7

18.g3xe5 c5-d4 com ganho.


C -  

10.f2-g3 h4xf2 11.e1xg3 b8-a7 12.c1-b2

Se  12.f4-e5 e7-d6

Se avançar 13. e5-f6 perde a pedra.

Se 13. g3-f4  f8-e7 X

E se 13. c1-b2, após as trocas as pretas com h6-g5 vencem.


Se 12.f4-g5 h6xf4 não pode 13. g3xe5 por 13. ... e7-d6. E para 13. e3xg5  c5xe3 14. d2xf4  as brancas ficam ¨toda quebrada¨, com 4  pedras num lado e 3 no outro e o flanco esquerdo muito desprotegido.


Se 12.g3-h4 f8-g7 13.h2-g3 c7-d6

Pela quarta vez a importância do c7 !

14.d4-e5 e7-f6 15.e5xc7 c5-b4 16.a3xc5


12...e7-f6 deve ganhar, porque as pretas estão com uma pedra de sobra, pois, olhando o lado esquerdo do tabuleiro, há 5 pedras pretas trancando 6 brancas. O plano, então, é trocar as 4 pretas que estão do lado direito do tabuleiro pelas 3 pretas que estão no mesmo lado. Tarefa fácil de realizar.



10...e7-f6

11.f2-g3 h4xf2

12.e1xg3 f6-g5

13.g3-h4 f8-e7

14.h4xf6 e7xg5

15.f4-e5 c7-d6

16.e5xc7 b8xd6

as brancas estão perdidas.


E, aqui, pela primeira vez, aparece a importância da invisível e humilde pedra c7, comentada no início. 

Porque, até agora, os lances das pretas eram fáceis por serem praticamente intuitivos.

Mas este conjunto a5-b6-c5-d6, trancando 6 pedras brancas, lá atrás era difícil de ver. Quero dizer, em posições assim devemos prever este desenho abaixo. 17.h2-g3 d8-e7 18.g3-f4 e7-f6


Continuação III -

9.c1-b2 d6-c5

10.d4-e5 e7-d6

11.c3-d4 f8-e7 e a situação das brancas é extremamente delicada.



Continuação IV - 

9.f2-g3 h4xf2

10.e1xg3 e7-f6

11.g3-h4

Se 11.g1-h2 d6-c5

 Aqui a posição é de quase igualdade, sendo que as pretas estão um pouco melhor..

Se 11.c1-b2 d6-c5 e o bloqueio do lado esquerdo das brancas  é fácil de construir..

Se 11.a3-b4 d8-e7 e as brancas perdem.

11...d6-e5

12.f4xd6 c7xe5

é obrigatório para evitar que as brancas, com 12. f4-g5, possam amenizar os pequenos problemas que tinham com aquele ¨amontoado¨ de pedras no flanco esquerdo, sem força de coluna.

Nesta variante, a partida fica de 2 fios, com sutil superioridade das pretas.



Todo este estudo acima se relacionou com a tomada simples no 4o. lance 4. b2xd4.

 Mas...       E se a tomada inicial fosse

4. d2xb4 ? a5xc3

5. b2xd4

Vejamos a seguir:



A Abertura Ataque a G5 se caracteriza pela ocupação imediata e super desenvolvida do centro por parte das brancas.

Com isto, tecnicamente, as pretas devem procurar os campos a5 e h4.

A análise que fiz acima, disse que, num momento inicial, preferia, se estivesse de pretas, que a tomada fosse simples (b2xd4) e não dupla (d2xb4, b2xd4), porque assim a minha pedra bloqueadora de a5 ficaria ali.

Agora, depois de ter analisado muito esta partida, e vendo todos os detalhes que envolvem os planos de ambos os lados, chego à conclusão que eu estava errado no meu raciocínio !!

A dupla troca é pior para as brancas !!.

Com a dupla troca, sai a pedra de a5, mas também sai a pedra de d2 !

E este detalhe sutil eu não tinha me dado conta.

O que é mais importante: não ter a pedra em a5 ou não ter a pedra em d2 ?

Pior é não ter a pedra em d2, do que não ter em a5 !!

Porque a pedra em a5 eu poderia colocar com a7 (mas agora nem será este o plano).

E, sem a pedra em d2 o lado esquerdo das brancas fica ¨vazio¨, sem a força de consistência no centro e a estratégia das pretas será a7-b6 e d6-c5 !

(estes 2 lances são a chave deste plano),

imobilizando o lado esquerdo das brancas que, além do mais, levarão uma pedra em h4 que obstaculiza todo o desenvolvimento do flanco direito das brancas.

Considerando tudo o que foi dito, a posição inicial desta continuação será a colocada abaixo e esta posição será obrigatória.


1.c3-d4  f6-g5

2. g3-h4  b6-a5

3. h4xf6  g7xc3

4. d2xb4  a5xc3

5. b2xd4


Agora: 5. ... a7-b6 ou 5. ... h6-g5  ou tanto faz ?

Como o plano inicial é de bloqueio do centro, parece que tanto faz um ou outro lance.

Bloquear o centro seria ocupar a5 e h4, o que, para as pretas, seria bom.

Mas, neste caso, ¨muito mais bom¨ é o plano a7-b6 e d6-c5, já comentado (h4 eu coloco quando quiser).

E para concretizar isto, sou obrigado a jogar antes de tudo 5. ... a7-b6, porque se jogar h6-g5, as brancas com 6. a3-b4 e b4-a5 (lances fortes) ocupam a5 e eu viro um empurrador de pedras que não soube aproveitar esta deficiência.



5. .... a7-b6


Olhando para a posição, pergunta-se: como as brancas vão desenvolver o seu flanco esquerdo se as pedras a1, c1 e e1, estarão impossibilitadas de ocuparem b4, por causa do lance d6-c5 ?

Além de terem contra si h6-g5 e g5-h4 que incomodará muito seu lado direito !

É um plano que eu considero extraordinário pela originalidade e pela aplicação que pode ser dada em outras partidas de posições similares.

Olhe para o tabuleiro acima. Sendo uma posição de bloqueio, qualquer um ocuparia b6-a5, não vendo que d6-c5 é muito mais forte. Em qualquer partida similar pode se usar este conceito.


6. a1-b2  d6-c5


Enquanto as brancas não jogarem h2-g3, não tenho a preocupação de jogar h6-g5 para, depois, ocupar h4. Primeiro c5.


7. b2-c3  h6-g5


Enquanto as brancas não podem chegar, de jeito nenhum, no b4, as pretas têm um monte de pedras no seu flanco esquerdo, que lhe darão tempos de reserva suficientes para gastar as 4 pedrinhas (e1 – f2 – g1 e h2) do flanco direito das brancas. E este é o plano.


8. h2-g3  g5-h4


Aqui, a situação das brancas é de grande dificuldade porque em ambos os flancos há visíveis debilidades. Quais são elas ?

Analise a posição.

Þ Brancas têm 5 pedras (a3-c1-c3-d4-e3), bloqueadas por 4 pretas (b8-b6-c5-c7).

Þ A pedra b8 ainda tem um tempo de reserva (b8-a7), tempo este que, nesta situação, lhe é favorável.

Þ A pedra e1 tem um dilema. Se for para a esquerda, ficarão 6 pedras bloqueadas e se for para a direita (só pode através da troca f2-g3)rompe-se a coluna central das brancas que já está super desenvolvida, ficando com uma posição central ¨mole¨.

Þ A pedra atrasada h8, que é sempre um fator negativo para quem a tem, neste caso se transforma em positivo, dada a característica da posição que exige tempos de reserva. Além do mais, não há peça em h6 e é para lá que h8 vai    se esconder, para, numa primeira oportunidade, fazer uma troca para frente ou para trás, depende do andamento da partida.



9. c1-d2  h8-g7

10. g3-f4  g7-h6


Agora, as brancas têm as seguintes continuações:

 

Continuação 1.     11. d4-e5         

 

Continuação 2.     11. f4-e5

 

Continuação 3.     11. f2-g3  h4:f2   12. e1:g3

 

Continuação 4.      11. g1-h2

 

Analisemos cada uma delas separadamente:



Continuação 1.     11. d4-e5      


Esta continuação PERDE por causa de

11. ..  b6-a5 !

E, agora, para:

12. c3-b4  a5:c3   13. d2:d6  e7:c5   14. e1-d2  f8-g7 e as brancas não têm lance.

E 12. c3-d4  b8-a7   14. g1-h2  f8-g7 e as brancas não têm onde jogar.

Não há outro lance, sem ser estes dois, devido à ameaça das preta c5-d4


Continuação 2.     11. f4-e5


Esta continuação também perde por causa de

11. ... e7-d6

 seguido de f8-e7.


Continuação 3.     11. f2-g3  h4:f2   12. e1:g3


Esta continuação também perde por causa de 12.... e7-d6 e as brancas ficam quebradas.


Continuação 4.      11. g1-h2


Esta continuação perde por causa de

11. ... e7-f6

Agora, as brancas só têm:

-  12. f4-e5   que perde por 12. ... f6-g5 e, agora, para 13. c3-b4  b6-a5 vence.

-  12. f2-g3  h4:f2   13. e1:g3  e7-f6 e fica difícil de as brancas escaparem.

 

Tudo isto que foi apresentado está sujeito à reavaliação, porque no Jogo de Damas muitas verdades não são definitivas e, corrigi-las, para que a obra se torne melhor, é o maior desafio e objetivo de quem se propõe a um estudo.